quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

NORMA CULTA



A norma culta, em uma definição imediata, é a norma de língua usada pelos falantes mais escolarizados da língua, aqueles que têm maior proximidade com a modalidade escrita e, portanto, possuem uma fala mais próxima das regras de tal modalidade. É a “ensinada” na escola, empregada nos textos oficiais, científicos e literários.
Todavia, o caráter pernóstico do adjetivo “culto” pode render pressupostos equivocados, como oposição a uma norma “inculta”, totalmente desprovida de cultura. A existência de tal presunção provoca comentários como “fulano não sabe falar português” ou “fulano é ignorante em português”, desconsiderando que mesmo entre os falantes mais escolarizados, a língua varia no eixo do estilo em relação aos contextos e aos níveis de formalidade, ficando cada vez mais distante da norma estipulada pela gramática.
Intitular uma norma como culta é estabelecer para um falar a concepção de “certo”, “correto” e para outros de “errado”, “incorreto”. Bagno (2002, p. 42-43) polemiza o tema, afirmando que a norma culta carrega consigo um rótulo já sedimentado na sociedade. “É mais um preconceito do que um conceito propriamente dito”, de que existe apenas uma forma certa, modelar, de falar um idioma; justamente aquele encontrado nas obras literárias de renome e nos tradicionais compêndios gramaticais, sendo, dessa forma, o modelo de língua prestigiado e idealizado por uma classe minoritária de cidadãos seletos socioculturalmente.
Em concordância com Bagno (2002), Antunes (2007, p. 87) instrui que “a designação de norma culta não é das melhores, do ponto de vista ideológico, pois favorece a suposição de que aqueles que a adotam é que são cultos, têm cultura”, e essa concepção causa “efeitos discriminatórios” aos que não dominam tal norma, os pertencentes às classes sociais com menor acesso, principalmente na educação formal.   
Bortoni-Ricardo (2004) propõe situações que influenciam a diversidade linguística e nos indica as relações de classes geradoras das estruturas linguísticas dominantes.
Em toda comunidade de fala onde convivem falantes de diversas variedades regionais, como é o caso das grandes metrópoles brasileiras, os falantes que são detentores de maior poder – e por isso gozam de mais prestígio – transferem esse prestígio para a variedade linguística que falam. Assim, as variedades faladas pelos grupos de maior poder político e econômico passam a ser vistas como variedades mais bonitas e até mais corretas. Mas essas variedades, que ganham prestígio porque são faladas por grupos de maior poder, nada têm de intrinsecamente superior às demais. (p. 33)
Não agimos de forma preconceituosa porque tomamos como referência aspectos intrinsecamente linguísticos. A língua em si não apresenta parâmetros que nos indique a bipartição “certo e errado”, não é ela que está no cerne da discussão e sim a importância de seus usuários[1]. É a sociedade que se baseia em realidades socioculturais favorecidas e cristaliza modelos de língua exemplar.  
A norma culta não deriva de nada intrínseco ao português. Não há formas ou construções intrinsecamente erradas ou certas [...] Assim, o certo ou errado deriva apenas de uma contingência social. Em todas as comunidades sempre se atribui à determinada classe uma ascendência sobre as demais. A classe de prestígio dita às normas de comportamento, a moda, o gosto por certo tipo de música... Assim também a escolha das variedades linguísticas entre as que estão à disposição dos falantes. Ao escolher uma, essa classe condena as outras variedades (CASTILHO, 2002, apud Bagno, 2004, p. 185).
Dessa forma, a imposição da chamada norma culta em detrimento de outras normas, configura a perda da identidade de um determinado segmento social. Com isso, não se consegue uma compreensão mais completa dos fatos linguísticos permitidos pelo sistema linguístico. Ao mesmo tempo, deixar de ministrá-la nas escolas permite impedir o acesso do aluno a um estrato social considerado superior, assim como seu acesso à tradição cultural escrita. Num caso e no outro, há prejuízo no desenvolvimento da competência comunicativa. Portanto, é imprescindível que o aluno compreenda o maior número possível de normas a fim de obter sua plena integração na comunidade em que está inserido.
O cuidado em perpetuar a forma norma culta consiste exatamente no fato de se impor uma dicotomia: de um lado a norma culta “certa”; do outro, a norma popular ou coloquial “errada”. Pois bem, todos nós temos cultura, sabemos lidar cotidianamente com as mais diversas situações sociais e comunicativas. Então, o porquê da discriminação, somos sim, cultos. Isso é diferente de não ter domínio de uma variedade linguística.[2]    




[1] Bagno (2002, p.66) sugere que nós passemos a usar a expressão variedade de prestigio em vez de norma culta.
[2] Bagno (2002, p. 50); Antunes (2007 p. 87-88).

Cenários da educação brasileira


Cenários da educação brasileira
Os objetivos expressos nas leis que regem a educação brasileira sinalizam caminhos que podem amenizar muitas problemáticas contemporâneas. No entanto, a sociedade civil não se vê contemplada efetivamente nas ações que qualificam e dignificam a vida do cidadão.
São usados alguns meios para se verificar a qualidade da educação brasileira, como os exames nacionais, muito embora esses exames não apresentem realmente a realidade da educação em muitos lugares do país. Com os dados inquiridos nos exames espera-se que haja um projeto de intervenção no sentido de melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem; projeto este que pouco saiu do papel.
É sabido, que os objetivos expressos nas leis apresentam inúmeras intencionalidades, que ultrapassam as fronteiras da qualificação da educação; aliás, é esta a intencionalidade que a sociedade civil mais espera, e que está sendo ofuscada por interesses particulares.
            Neste jogo de interesses, não se almeja ao cidadão ascensão social, antes se quer pessoas que sejam manipuladas com facilidade, incapazes de exercer a sua cidadania plena. Nesse sentido, com os avanços nos diversos campos do conhecimento, especialmente no tecnológico, a política mundial exige que os países apresentem resultados satisfatórios quanto aos seus índices educacionais. E por isso, procede-se na realização de exames que apresentem tais resultados.
O fato é que se esperam medidas urgentes que realmente interfiram cotidianamente, não só nos resultados dos exames aplicados, mas na realidade escolar da educação brasileira. Por isso, se espera que a aplicação de exames vá além da prestação de contas e da camuflada responsabilização social que ostenta interesses políticos, caminhando rumo à seriedade e a dignidade humana.   
                     




quinta-feira, 5 de julho de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Os dez livros mais lidos do mundo


De acordo com as pesquisas feitas por James Chapman os dez livros mais lidos do mundo são: 
 
1. Bíblia – 3.9 bilhões de cópias
A Bíblia é o livro mais lido de todos os tempos. Atualmente, existem cerca de 440 traduções completas da Bíblia.
2. Livro Vermelho de Mao Tse-tung (Mao Tse-tung) - 820 milhões de cópias
As citações das obras de Mao Tse-tung, ou como é comumente chamado, o “Pequeno Livro Vermelho” de Mao Tse-tung, é uma explicação pessoal sobre a ideologia do Partido Comunista Chinês para os chineses.
3. Alcorão – 800 milhões de cópias
Texto sagrado do Islã que traz revelações de Alá para Maomé, quando este contava com 40 anos, no início do século VII. Os seguidores de Maomé começaram a escrever as revelações após sua morte, em 632 d.C., sendo recopiladas no reinado de Omar, em 650 e transformadas no Alcorão como é conhecido hoje.
4. Dom Quixote (Miguel de Cervantes) – 500 milhões de cópias
Este livro introduz o realismo sóbrio na literatura moderna. Quixote é louco, mas tem as grandes virtudes humanas da esperança e da dignidade.
5. Harry Potter (J.K. Rowling) – 400 milhões de cópias
J.K. Rowling criou um mundo mágico com a série ‘Harry Potter’. Esta série que consiste em sete livros é baseada exclusivamente no mundo da fantasia e magia. E conquistou jovens e adultos.
6. O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas) – 200 milhões de cópias
Romance histórico escrito por Alexandre Dumas. O jovem Edmond Dantes podia se considerar uma pessoa de sorte: seria promovido a capitão de um navio e iria casar com Mercedes, a mulher de seus sonhos. Mas uma rede de intrigas faz com que seja preso injustamente. Durante os anos que passou preso, prepara a sua vingança.
7. O Senhor dos Anéis (J. R. R. Tolkien) – 103 milhões de cópias
Um dos best-sellers dos últimos tempos, é um romance de fantasia que por ser extenso foi dividido em três partes. J.R.R. Tolkien começou este trabalho como uma continuação de um dos seus primeiros trabalhos, ‘O Hobbit’.
8. O Pequeno Príncipe (Antoine De Saint-Exupéry) - 80 milhões de cópias
Em narrativa poética, o autor vai elaborando sua visão de mundo e mergulha no próprio inconsciente, reencontrando a criança de cada um de nós.
9. O Alquimista (Paulo Coelho) – 65 milhões de cópias
Um dos famosos livros de Paulo Coelho, foi publicado em 1987 e se tornou um best-seller sendo traduzido para mais de 67 línguas. Além de ser um dos autores mais lidos, ele também é bem influente no mundo literário.
10. O Código Da Vinci (Dan Brown) – 57 milhões de cópias
Este livro é conhecido como, provavelmente, uma das melhores obras do autor Dan Brown. Este livro criou muita polêmica e, apesar de todos os problemas enfrentados, foi um dos maiores sucessos dos últimos tempos.
Informações retiradas de: http://www.aleitora.com.br/2010/10/listas-os-10-livros-mais-lidos-no-mundo/
Você concorda com a pesquisa de James Chapman ou Sugere os livros?